Por duas vezes, nos últimos
dias, li coisas diferentes a respeito da necessidade que temos de ter certezas.
Falavam sobre o vazio proporcionado pela ausência dessas verdades absolutas.
Vazio este, que nos permite vivenciar a real sensação da liberdade e voar, porque
realmente temos espaço para isso. O caminho da conversa era mais ou menos esse.
Num mundo com tanta gente
cheia de atitudes de todos os tipos, como seria se entregar a viver sem certezas?
A vida é realmente isso.
Nós é que insistimos em querer comandar todos os percursos, nossas ações e
sentimentos. E quando iniciamos esse processo, começamos também um belo
processo de aprisionamento, pois determinamos que somos de uma maneira específica,
que temos capacidades determinadas e que, consequentemente, temos limites. E
aí, naturalmente e com toda a dedicação, podamos as nossas asas, ficando
definitivamente muito difícil voar.
Quando entendemos que não
somos uma coisa ou outra, quando não aceitamos rótulos dados pelos outros ou
por nós mesmos, nos tornamos maiores do que a nossa imaginação e alçamos vôos
inesperados, nos encorajando para subir cada vez mais. E embora venha o medo
nos dizer que quanto maior a altura, maior será o tombo, digo que não. Quanto
mais alto, melhor o vôo, pois é nas alturas que encontramos o verdadeiro vazio
que nos permite ser tudo.
Música inspiradora do dia: pessoas, muitas pessoas.