Se agimos assim com as pessoas
que estão próximas de nós, não temos moral nenhuma para exigir que os
governantes de nosso país nos respeite, pois as atitudes refletem de uns
para os outros. Bons valores são assim, a gente pega como exemplo e espalha por
aí. Mas dá pra fazer isso com o contrário também. É bem fácil e forma o caos em
que vivemos, pois o mundo nada mais é do que uma projeção de nossas pequenas
atitudes.
Temos nossas bases muito
fracas. Queremos muito e damos pouco. Enquanto continuarmos agindo assim, pode
vir o governo que vier que continuaremos nesse primitivismo que cultua o desrespeito,
a falta de educação e a violência. Enquanto não aprendermos a amar os que estão
literalmente ao nosso lado, respeitando suas opiniões, com humildade, não
seremos fortes o suficiente para exigir nada de ninguém.
É muito fácil gritarmos nossos desejos aos
quatro cantos e transformar nossas ideias em verdades
indiscutíveis, mas isso tudo desmorona quando abrimos nossos olhos e percebemos
que as nossas verdades podem não ser as verdades do vizinho. E isso apenas
porque somos pessoas diferentes, com experiências de vida diversificadas. E um
dia, podemos até ser pegos de surpresa se, por um acaso, aquela verdade do vizinho passar
a ser a nossa também. Pois isso acontece! Somos humanos, corremos o risco de mudar de ideia
e aprender com o outro.
Seria uma boa pararmos de
atacar e começarmos a cuidar. Cuidar dos nossos pensamentos, desses sentimentos
de raiva e ódio, por mais inofensivos que pareçam ser, porque eles alimentam
também os pensamentos daquele cara que tá lá na Síria pensando em decapitar
alguém.
Esses comentários preconceituosos
que se espalham em questões de segundos me fazem acreditar cada vez mais que a
crise não é política, financeira ou qualquer outra coisa. Como costumo e gosto
de dizer, a crise é humana.
Então, a gente que não exija
nada. Nada.
Música inspiradora do dia:
palavras lidas e ouvidas