segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ei, desculpe!

Pedir desculpas parece que dói. E como toda educação e cultura, é uma questão de aprendizado. Aprendemos a pedir desculpas se estivermos abertos para isso. E nos abriremos se formos estimulados. De preferência, desde pequenos.

A vontade existe, a pessoa quer falar, mas não sai. Prefere ver o mundo cair a dizer essa palavrinha mágica. Entre as crianças, par ou ímpar para ver quem pede primeiro. Entre mãe e filha, vemos a pequena, sofrendo, querendo se desculpar para poder se sentir mais leve e feliz mas não consegue, apesar do enorme desejo.

E assim vamos nos corroendo por dentro, alimentando o bichinho da tristeza dentro da gente. Medo, orgulho, sentimento de inferioridade, competição, dificuldade para se expressar, mente fervilhando, peito doendo, células se desordenando. Briga entre cérebro e coração.

O maior problema não é errar e sim não assumir o seu erro. Ou pior, assumir pra você mesmo e ser incapaz de dizer isso ao outro. De onde vem esta dificuldade? Será mais uma barreira criada pelos sentimentos?

Sei que quando a gente está com raiva ou quando nos sentimos magoados, pedir desculpas parece ser uma missão impossível. Quando achamos que estamos com a razão então, sai de baixo! Mas por outro lado, experimentar se desculpar para acabar com uma briga, por exemplo, pode ser bem divertido porque percebemos o real poder dessa palavra, o quanto ela pode mudar as coisas da água pro vinho. E aí...pouco importa quem está certo ou errado. Resolveu?

Nos desculparmos por coisas que fizemos sem querer também vale. Não tínhamos a intenção, mas até explicar e o outro compreender...Desculpa!

É apenas mais uma questão de atenção, de cuidado, de consciência e amadurecimento. De pais e filhos. De pais para filhos...

Acho que depois do primeiro “desculpa!”, os outros virão atrás e ainda acompanhados de beijos e abraços. E então, vamos tentar?

Ah! E caso eu tenha dito aqui alguma bobagem...Desculpem-me!