quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Terceiro sinal


Hoje, quando assisti mais um vídeo de violência no metrô, senti como se estivesse acontecendo comigo. A angústia daquelas pessoas, o desespero de outras por terem presenciado um ato de tanta agressividade. Eu não estava lá para ver, realmente não. Não posso testemunhar, mas posso imaginar. Formo claramente a expressão de raiva do segurança ao realizar tal ato insano, de tristeza e indignação do outro, o rosto de todos ao redor, as falas, tudo. Temos assistido tantas barbaridades como essa, que fica fácil construir o espetáculo mentalmente. Digo espetáculo, porque não posso acreditar que isso seja vida real. Acho que muitas pessoas se perderam delas mesmas e estão construindo personagens para sobreviverem na selva. Só posso pensar assim. Não consigo digerir nada disso. Não posso concordar com o fato de seres humanos seres capazes de realizar atrocidades como essas que estão sendo feitas. Está demais. É uma falta de amor constante que não tem futuro.

Começamos a mudar isso no nosso próprio quintal ou algo ainda mais grave precisará acontecer. E como costuma ser assim, como a lâmpada do nosso cérebro normalmente se acende quando levamos um soco no interruptor, não duvido que se siga a mesma regra.

Sem música



sexta-feira, 10 de julho de 2015

Por inteiro

Intensidade distrai o medo, deixa pra lá as dúvidas e alimenta o coração. Quanto mais presentes e mergulhados profundamente, menos observamos os empecilhos.  Tudo se torna possível e a vida fica encantada.

Quando descobrimos esta força, até as nuvens dançam em nossa direção. Nos tornamos gigantes e capazes de tudo. Enxergamos os sinais e somos capazes de decifrá-los com maestria. A vida começa a nos guiar, não temos esforços, as coisas vêm e, se estivermos atentos, nos preparamos para uma festa. Com as lágrimas lavamos a alma e renascemos, a saudade vira memória boa, as tristezas se transformam em aprendizados, os traumas em sustos passageiros e os ressentimentos se dissolvem.

Quando somos intensos, desejamos desbravar o mundo. E desbravamos. Percebemos mais os olhares, escutamos os sons, as melodias, e tudo se ilumina. Nossas ações vêm diretamente da nossa essência, do que é verdadeiro. Sem críticas, sem pudores, sem filtros. Os olhares são mais profundos, os toques mais desconcertantes e os pensamentos livres. O silêncio fala e a chuva canta.


Música inspiradora do dia: A Ilha do meu fado (Dulce Pontes)

https://www.youtube.com/watch?v=dv7KHBS_K1E


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Para Gilbertos... Que a gente nunca perca a fé


Que a gente nunca perca a fé na reforma dos corações humanos. Que tenhamos cada vez mais consciência de que somos um. Não um ser único, mas uma só energia. Precisamos ter corações maduros para termos corações acalentados. A luta é conjunta. Não somos um só para nascer, não somos um só para viver e não seremos apenas um para morrer. São ciclos que dependem de nós para fluírem saudavelmente.

Que a gente nunca perca a fé na reforma dos corações humanos, apesar de estarem cada vez mais vazios e sendo tomados pela dor e pelo sofrimento. Estejamos firmes. O sentimento de incapacidade cresce e abala a nossa fé. Mas não, sigamos em frente. O caminho não está fácil, as estradas estão pedregosas. Sintamos ao invés de pensarmos. E sigamos, sentindo.

Que a gente nunca perca a fé na reforma dos corações humanos porque todos se fundirão numa só essência, com a força da nossa luz.

Que a gente nunca perca a fé na reforma dos corações humanos porque é um só coração, o meu... e o seu.

"A vida é construída nos sonhos e concretizada no amor!" - Chico Xavier


sexta-feira, 13 de março de 2015

Reflexões de um intervalo de ensaio - Relacionamentos


João - Eu estava conversando com a minha namorada para ver se ela me liberava uns três meses para eu me divertir. Ela disse: "Pode ir, mas não volta!" 

Lívia - Ai...

João - Mas eu não tenho paciência pra isso não, rapidinho eu canso.

Carla - Terminei com o meu namorado agora. Não gosto de ficar solteira!

Lívia – Essa coisa de terminar, a gente fica sem identidade.

João – Tem a euforia pós término, mas logo depois cansa.

Lívia – Você acha que vai morrer, mas no fim sempre sobrevive! Quando eu terminei, eu pensei: "Nossa! Consegui!! Eu não morri!!" Aí veio a tal da euforia. Mas três semanas depois, bateu uma deprê. Deprê retardada.

Carla – É o luto de não estar mais com aquela pessoa.

João – Mas você se sentiu culpada?

Lívia - Culpa? Não. Tristeza, saudade. A dor e o luto passam. Tudo passa. A pessoa começa a simbolizar coisas que eram suas.

João – Pior é que a gente repete a pessoa, o tipo. Ou então acaba voltando. É igual Mc Donalds. Você sabe que não deve, mas acaba indo. Aí acaba dando um revertério, algum mal estar.

Lívia – Eu não tive muitas voltas. Uma vez só que voltei e no dia seguinte me arrependi.

João - É o Mc Donalds! Tá tudo certo, você vai lá e come aquela parada. Depois fica pensando porque fez isso.

Lívia - Eu tive um namorado, do colégio... Eu queria encontrar de novo com ele só pra saber como é que está a cara daquele filho da...Porque eu ia e voltava, ia e voltava, ia e voltava...