sexta-feira, 13 de março de 2015

Reflexões de um intervalo de ensaio - Relacionamentos


João - Eu estava conversando com a minha namorada para ver se ela me liberava uns três meses para eu me divertir. Ela disse: "Pode ir, mas não volta!" 

Lívia - Ai...

João - Mas eu não tenho paciência pra isso não, rapidinho eu canso.

Carla - Terminei com o meu namorado agora. Não gosto de ficar solteira!

Lívia – Essa coisa de terminar, a gente fica sem identidade.

João – Tem a euforia pós término, mas logo depois cansa.

Lívia – Você acha que vai morrer, mas no fim sempre sobrevive! Quando eu terminei, eu pensei: "Nossa! Consegui!! Eu não morri!!" Aí veio a tal da euforia. Mas três semanas depois, bateu uma deprê. Deprê retardada.

Carla – É o luto de não estar mais com aquela pessoa.

João – Mas você se sentiu culpada?

Lívia - Culpa? Não. Tristeza, saudade. A dor e o luto passam. Tudo passa. A pessoa começa a simbolizar coisas que eram suas.

João – Pior é que a gente repete a pessoa, o tipo. Ou então acaba voltando. É igual Mc Donalds. Você sabe que não deve, mas acaba indo. Aí acaba dando um revertério, algum mal estar.

Lívia – Eu não tive muitas voltas. Uma vez só que voltei e no dia seguinte me arrependi.

João - É o Mc Donalds! Tá tudo certo, você vai lá e come aquela parada. Depois fica pensando porque fez isso.

Lívia - Eu tive um namorado, do colégio... Eu queria encontrar de novo com ele só pra saber como é que está a cara daquele filho da...Porque eu ia e voltava, ia e voltava, ia e voltava...