João - Eu estava conversando com a minha namorada para ver se ela me liberava uns três meses para eu me divertir. Ela disse: "Pode ir, mas não volta!"
Lívia - Ai...
João - Mas eu não tenho paciência pra isso não, rapidinho eu canso.
Carla - Terminei com o meu
namorado agora. Não gosto de ficar solteira!
Lívia – Essa coisa de
terminar, a gente fica sem identidade.
João – Tem a euforia pós
término, mas logo depois cansa.
Lívia – Você acha que vai
morrer, mas no fim sempre sobrevive! Quando eu terminei, eu pensei: "Nossa!
Consegui!! Eu não morri!!" Aí veio a tal da euforia. Mas três semanas depois,
bateu uma deprê. Deprê retardada.
Carla – É o luto de não
estar mais com aquela pessoa.
João – Mas você se sentiu
culpada?
Lívia - Culpa? Não. Tristeza,
saudade. A dor e o luto passam. Tudo passa. A pessoa começa a simbolizar coisas
que eram suas.
João – Pior é que a gente repete
a pessoa, o tipo. Ou então acaba voltando. É igual Mc Donalds. Você sabe que
não deve, mas acaba indo. Aí acaba dando um revertério, algum mal estar.
Lívia – Eu não tive muitas
voltas. Uma vez só que voltei e no dia seguinte me arrependi.
João - É o Mc Donalds! Tá
tudo certo, você vai lá e come aquela parada. Depois fica pensando porque fez
isso.
Lívia - Eu tive um namorado,
do colégio... Eu queria encontrar de novo com ele só pra saber como é que está
a cara daquele filho da...Porque eu ia e voltava, ia e voltava, ia e voltava...