quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Terceiro sinal


Hoje, quando assisti mais um vídeo de violência no metrô, senti como se estivesse acontecendo comigo. A angústia daquelas pessoas, o desespero de outras por terem presenciado um ato de tanta agressividade. Eu não estava lá para ver, realmente não. Não posso testemunhar, mas posso imaginar. Formo claramente a expressão de raiva do segurança ao realizar tal ato insano, de tristeza e indignação do outro, o rosto de todos ao redor, as falas, tudo. Temos assistido tantas barbaridades como essa, que fica fácil construir o espetáculo mentalmente. Digo espetáculo, porque não posso acreditar que isso seja vida real. Acho que muitas pessoas se perderam delas mesmas e estão construindo personagens para sobreviverem na selva. Só posso pensar assim. Não consigo digerir nada disso. Não posso concordar com o fato de seres humanos seres capazes de realizar atrocidades como essas que estão sendo feitas. Está demais. É uma falta de amor constante que não tem futuro.

Começamos a mudar isso no nosso próprio quintal ou algo ainda mais grave precisará acontecer. E como costuma ser assim, como a lâmpada do nosso cérebro normalmente se acende quando levamos um soco no interruptor, não duvido que se siga a mesma regra.

Sem música



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