Há pouco tempo conheci uma
pessoa que me passou a impressão de transbordar de amor. Não por alguém ou
alguma coisa específica, mas por tudo e por todos. Todo gesto é de carinho e de
cuidado, a todo momento.
Antes de ter a oportunidade de
conhecê-la, eu observava seus atos. E me impressionou muito como cada segundo
parecia ser o último para ela. A última oportunidade, a última chance de ser
amorosa. Cumpria perfeitamente aquela famosa ideia de não deixarmos para amanhã
o que podemos fazer hoje ou de vivermos como se não houvesse amanhã.
Me parece ter tanta coisa
boa dentro daquele coração, que vai explodir. Ao ponto até de me passar a
impressão de uma alma solitária. Não por ser sozinha na vida, mas por não saber
direito o que fazer com aquilo tudo o que sente, por procurar incansavelmente
por formas para expressar todo aquele sentimento. Excesso de amor também pode
causar solidão e angústia.
Comecei a pensar se aquelas
belas atitudes eram apenas naquele lugar onde nos encontrávamos ou se refletiam
para todos os locais por onde ela passava. Eu torço para que sim, mas isso realmente
começou a não me importar muito. Achei que pegar como exemplo aquilo que eu
presenciava, seria a melhor opção. E foi o que fiz. Ou melhor, o que ainda ando
fazendo. Pois, no fundo, acredito que amor nunca será excesso.
Música inspiradora do dia: Verdade, uma Ilusão ( Carlinhos Brown)