Qual será o motivo da presença das pessoas em nossas vidas? Será que cada uma delas tem alguma função específica ou tudo seria igual com umas ou com outras?
Algumas nos acompanham por toda vida, naturalmente. Durante anos, caminham ao nosso lado. Se vão depois de um tempo ou permanecem para sempre. Outras são bem passageiras, aparecem de repente e, com a mesma velocidade, se vão. Algumas surgem ao passar do tempo e, aconteça o que for, continuam ali, bem pertinho.
E ainda têm aquelas que vêm depois de anos e, quando aparecem, a impressão que dá é que sempre estiveram ao nosso lado, só não tinham sido ainda percebidas.
Interessante essas indas e vindas. Cada uma com seu jeito, suas experiências, sua maneira de ser e de nos tratar. Umas se preocupam caladas, enquanto outras brigam pela sua presença e são verdadeiras reivindicadoras da amizade. Têm aquelas pessoas também que a gente quase não encontra mas, quando isso acontece, é como se víssemos todos os dias. O tempo que permanecem com a gente ou a convivência, não calculam o grau de importância e o quanto significam umas para as outras.
E aquelas que encontramos pouco mas esperamos ansiosamente o momento de revê-las? Não precisam registrar a nossa presença, mas precisamos estar perto para saber que tudo continua bem e, talvez, alegrar um pouquinho nosso coração.
E aí é que está a graça dessas relações. Quando aprendemos as características de cada pessoa e lidamos com elas sem cobranças e com expectativas que estejam ao alcance delas mesmas, é muito bom. Entendemos seus desejos, suas próprias capacidades e, até mesmo, as funções que estão a cumprir.
Acho que esse é um dos grandes aprendizados que a vida nos traz.
Música inspiradora do dia: Amor sem limite (Chico Pessoa)