"Não sei mais como funciona essa coisa de amor"
Li essa frase hoje, na internet...
Acho que eu também não. Talvez o amor esteja sendo substituído pelo egoísmo, pela individualidade, pela competição. E por aí esteja mudando o seu jeito de ser. Talvez ele esteja se escondendo porque não sabe como competir com o medo, com a falta de entrega, com a mentira, com a preguiça, com os sentimentos efêmeros.
As declarações de amor virtuais estão substituindo os encontros pessoais. O que se diz por essas formas de comunicação quase não é dito mais olho no olho. É se entregar demais! É se doar demais! É demonstrar amor demais!
Será que estamos querendo controlar muito as coisas e acabamos controlando algo que não foi feito para ser controlado - o coração?
Podíamos começar a prestar atenção na informação que estamos recebendo que diz que o número de horas diárias diminuiu, que não são mais 24. Talvez sejam cerca de 16 horas! Por isso a sensação de que tudo passa rápido, de que não temos mais tempo para nada. Pensando na possibilidade de tudo isso ser real, talvez a gente consiga amar melhor, aproveitando mais o nosso tempo. Ele pode sim ser curto. Se for, façamos dele uma passagem para um tempo maior. Sem limites.
“Por que todos querem perverter o amor e sugá-lo de toda a sua glória? Por que então, chamá-lo de amor?” – Filme Don Juan de Marco
Música inspiradora do dia : De amor e paz (Carlos Paraná e Adauto Santos)
O povo sempre foi ignorante.
ResponderExcluirE cada vez tem mais povo.
Nao sao os novos meios de comunicacao que afastam as pessoas.
É o excesso de contato que causa insensibilizacao.
A sofisticação dos sentimentos, sempre foi algo para poucos.
Como diria Nietzsche, "a raridade para os raros".
Por sua vez, a vida "passa rapido", porque se multiplica a cada
dia a quantidade de pessoas que vivem para vender a necessidade
de cacarecos que distraem do que é realmente essencial.
Amor é pra quem é maior que a corrente ou dissolve na imensidão.